Publicado em — Deixe um comentário

PAI…

PAI cheguei aqui pela sua Semente, pelo seu gozo, seu orgasmo…
Que responsabilidade hein!
Se você soubesse que não seria só prazer, talvez tivesse pensado em usar uma camisinha, respeitar a tabelinha…
Mas isso não importa… o importante é que não foi assim e eu cheguei aqui com as forças da Vida, que também te deram a Vida…
Você foi pra mim e acredito que para muitos, uma coisa assim como o Sol, que quando estava  presente iluminava, nutria, inspirava…
Mas quando não, desaparecia, minguava…  e nesta ausência deixava algo muito importante faltando.
Fui ao longo da vida percebendo que esta ausência e dor tinham um real propósito de me conectar com algo Maior,  a uma Luz que nunca se apaga.
Pai e Mãe terrenos são um presente, um empréstimo da Vida,  divinamente imperfeitos para que a gente busque algo Divinamente Perfeito.
E as duras custas percebi que enquanto estivesse alimentando a dor daquilo que não recebi, seria impossível conhecer o Amor e o Poder de quem realmente me trouxe aqui.
Grato por este importante papel que você tomou pra si!
Te agradeço muito por se disponibilizar a esse Serviço Maior!
Vir aqui ser um Pai humano e receber todas as projeções que criamos há tantas gerações de um Deus Pai imperfeito, ausente e sem Amor.
Esses julgamentos realmente dificultam muito ser algo diferente.
Agora entendi por que você não quis usar uma camisinha!!!
No fundo você também estava querendo aprender o que é a verdade e o amor, sendo canal da Vida pelo Poder Divino.
Pai seu papel é fundamental de nos ajudar a lembrar, por caminhos tortuosos da  filiação divina,  e de que de fato nunca estivemos sozinhos!
Tinha que ter sido assim… Tomo minha Vida e liberto a sua!
E vamos juntos ser Felizes com o Pai que nos criou!
Adriano Calhau
Publicado em — Deixe um comentário

MÃE…

Existe algo que nos mantém conectado a nossa ancestralidade que definitivamente não nos faz bem!
Quando eu descobri que  mantinha com minha Mãe um vinculo pelo sofrimento, isto possibilitou uma das maiores descobertas e processos de liberação que  fiz na minha Vida.
Percebi que lá no fundo estava sempre tentando receber seu Amor, me tornando semelhante a ela, criando os mesmos estados e situações  para sofrer, culpar, se vitimizar.
Uma busca sem sentido de conexão mais pela dor e do que por um estado de Amor e Gratidão.
No fundo eu não queria crescer, pois se continuasse preso naquele Mundo emocional, tinha a esperança que ainda receberia o amor que acreditava não ter recebido plenamente.
Eu não sabia que o  Amor não pode surgir numa prisão!
Mas ao mesmo tempo a Vida que eu criava, principalmente nos meus relacionamentos íntimos também não me agradavam, e inconscientemente eu a culpava por isso.
Reparem como a mágoa é o jeito mais torto,  dolorido e equivocado de nos manter conectado!
Isto eu descobri mais a fundo estudando meu próprio nascimento, pois o terreno que foi plantada a minha Semente, já tinha aqueles elementos,  aqueles “nutrientes” de sofrimento, culpa, autoengano.
Os mesmos que minha Mãe tinha recebido da Mãe e do Pai dela… meu avós.
E como a gente nasce e sobrevive, paridos num terreno “árido”, o nosso corpo acredita que precisa atrair aqueles mesmos elementos, pois se foram eles que me trouxeram a Vida, não posso jamais viver sem eles.
Pois é isto que traz minha sensação de pertencimento e  a tão valiosa “identidade”.
Foi um longo processo esta conscientização, uma reprogramação para me sentir autorizado pela Vida, e  por um Poder Criador Divino a viver minha própria Vida.
Neste processo também foi imprescindível liberar minha Mãe da culpa de quem ela um dia foi ou era… liberar a mim mesmo por ser como fui e sou.
A compreensão de que no fundo não existem culpados, me levou a conectar com a dor de minha Mãe pelo caminho da compaixão.
Afinal ele tinha nascido de um terreno muito árido também!
Passou coisas até mais difíceis que eu!
E que a verdade nua e crua, é que eu sempre tive tudo que precisava pra viver, em especial a mais preciosa de todas coisas, que é a própria Vida!
Esta caminhada de compreensão me permitiu uma liberdade muito maior para fazer meu caminho, criar bons relacionamentos comigo mesmo e com quem esta ao meu redor… e também descobrir qual é o tipo de terreno que quero plantar minhas novas sementes de Vida. (chega de terra seca…rssrsr).
Chega um ponto que paramos de valorizar o sofrimento como meio de Vida.
Aleluia! Amém! Obrigado!
Não preciso mais disto!
Sou livre de buscar algo diferente do que foi pra  minha Família, mas agradecido a ela, pois lá está a origem da minha Vida!
Adriano Calhau